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eVTOLs e o Uso de Helipontos: O Que Já É Possível na Prática

  • Bianca Ribas
  • 13 de fev.
  • 1 min de leitura

Com o avanço dos projetos de eVTOL (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical), muito se fala sobre vertiportos e novas infraestruturas urbanas. Porém, na prática executiva do licenciamento em São Paulo, o que observo é que os helipontos existentes tendem a ser, inicialmente, a principal base para essa transição operacional.


Embora o conceito de vertiportos esteja em desenvolvimento regulatório, grande parte das operações futuras deverá aproveitar estruturas já implantadas, desde que atendam às exigências técnicas, urbanísticas e aeronáuticas aplicáveis. Isso significa que a regularização e a adaptação dos helipontos atuais passam a ter um papel estratégico dentro desse novo cenário.


Desafios reais além da tecnologia


Existe uma percepção comum de que a chegada dos eVTOLs depende apenas da evolução tecnológica das aeronaves. No entanto, do ponto de vista municipal e regulatório, o desafio é muito mais amplo:


  • compatibilidade urbanística

  • limites operacionais e de ruído

  • de impacto de vizinhança

  • segurança contra incêndio

  • adequações estruturais e elétricas


A integração entre normas aeronáuticas e legislações locais continuará sendo determinante para viabilizar essa nova fase da mobilidade aérea.


A importância da visão estratégica


Na prática, os empreendimentos que já possuem helipontos regularizados tendem a estar em posição privilegiada para futuras adaptações. Porém, sem o devido alinhamento regulatório — especialmente no âmbito municipal — a evolução para operações com eVTOL pode encontrar barreiras semelhantes às enfrentadas hoje no licenciamento tradicional.


Mais do que uma mudança tecnológica, a transição para eVTOLs exige planejamento estratégico e profundo entendimento da realidade regulatória da cidade.


 
 
 

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